domingo, 8 de julho de 2012

Conhecendo San Gimignano

Dia 12 de Junho.
Era um dia lindo, como foram os dias desta viagem maravilhosa, onde o céu azul e o sol radiante tornavam tudo mais mágico, inclusive com uma temperatura muito agradável, típica do final da primavera mediterrânea.
Do nosso hotel em Florença até San Gimignano foi coisa de 40 minutos, e após estacionarmos aconteceu um lance muito engraçado. É que estávamos atravessando a rua quando um automóvel parou à nossa frente, e, de seu interior, um sujeito saiu falando em um lamentável italianês, e antes que concluísse a pergunta que me fazia, mandei: você é brasileiro né?
Bem, é claro que o cara respondeu que sim, e as pessoas que o acompanhavam riam muito no interior do veículo.
Assim que avistamos o interior daquela cidade medieval percebemos que passaríamos bons momentos ali.
Os produtos artesanais, em couro e outros materiais, os restaurantes, gelaterias, as casas de vinhos (são mais de 200 vinícolas ao redor de San Gimignano), os museus de tortura, e, principalmente, o visual da toscana, com suas vinhas e oliveiras, que podem ser curtidas enquanto se degustam os montalcinos, montepulcianos, e os Chiantis, com as bruschettas, crocantes e saborosas.
Caminhar ali é puro prazer, pois além do contato com um mundo medieval, que parece se materializar à nossa frente, há recantos, com jardins, lojinhas, cafés, museu do vinho (com degustação), e muitas perspectivas da Toscana que se vê ao longe.
É uma ótima idéia hospedar-se próximo à San Gimignano, pois é possível vasculhar as vinícolas, entreter-se com as estradas sinuosas onde a cada curva há uma paisagem especial, e, a qualquer hora, visitar a cidade, seus restaurantes, cafés, gelatarias, e, ainda, sentar em algum banco, com uma taça de vinho, e deixar o olhar e o pensamento voarem pela toscana.
Eu e Rosana tivemos um dia romântico, que não precisava terminar.
No entanto, ela queria ir a Siena, e, depois de algumas compras, finalizamos com um delicioso sorvete, onde conhecemos uma cubana muitíssimo simpática, e que contou um pouquinho de sua história para nós.
É que a moça, que foi medalhista de prata em canoísmo, conseguiu sair de Cuba, graças ao casamento da irmã, trabalha como atendente na sorveteria, e o detalhe é que manda dinheiro para a mãe, que é engenheira eletrônica em Cuba.
Seguimos para Siena, mas no meio do caminho havia o Castelo de Monteriggioni, que avistamos da estrada, e resolvemos visitar.
Ali passeamos um pouco, batemos uma fotos, e seguimos para Siena.
Não estava planejando ir à Siena, mas sim às pequenas cidades do entorno de Florença, como Greve, por isso não pesquisei os locais em Siena, apenas fui.
O resultado foi que não estivemos onde deveríamos, pois o que vimos foi uma cidade bonita, mas moderna, sem as conexões com o passado que esperávamos encontrar.
Portanto, fica a dica, nunca deixem de planejar sua viagem!
A certa altura sentimos fome e estacionamos em um shopping para comer.
Era um pequeno shopping em frente à rodoviária, comemos em uma modesta praça de alimentação, e retornamos à Florença.
O Hotel tinha uma piscina confortável, de forma que no fim da tarde demos um mergulhinho antes de descansarmos de um dia muito intenso.
No dia seguinte iríamos explorar Florença, mas isso já é uma outra história.



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