Acordamos cedo e partimos para Carcassone.
O carro ficou estacionado na rua, ao lado do hotel, e o GPS continuava cego ao partirmos, de forma que precisei me ligar na sinalização, até que o aparelho voltou a funcionar.
Tomamos o café da manhã na estrada, e seguimos para conhecer o maior castelo medieval de toda a europa.
As estradas, como sempre, estavam ótimas, com exceção dos pedágios, que têm tecnologias diferentes, e, muitas vezes, por conta de entrar na fila errada, tive que pedir ajuda para fazer uma operação imprevista naquela fila, tal como pagar em dinheiro, e gente, de carne e osso, é o que não há nesses lugares.
No entanto, sempre que precisei fui auxiliado com simpatia.
Chegamos a Carcassone com uma certa desconfiança, pois a cidade, ao menos pelo trajeto que fizemos, nos pareceu feia, assim meio largada.
Estacionamos sob uma praça, onde acontecia uma feira onde vimos apenas muçulmanos, e depois seguimos para o castelo, que é tão grande que engana quem pensa que já chegou lá.
Atravessamos uma ponte do nosso tempo, enquanto olhávamos uma outra, da idade média, e lá ao fundo, bem no alto, a imagem grandiosa do castelo.
Atravessamos uma vila, e subimos uma ladeira, antes de alcançarmos o portão de entrada daquele monstruoso castelo.
Havia um sujeito tocando um instrumento diferentão, cujo som era um toque medieval, harmonizando com o castelo, aliás, em muitos momentos, durante toda a viagem, vimos instrumentos de todo o tipo em muitas das cidades que visitamos.
Depois de uma caminhada cansativa, e de um passeio agradável pelas instalações dentro do castelo resolvemos parar para uma boquinha, e como estávamos em Carcassone, fomos comer um cassoulet.
É a feijoada deles, e comida típica da região do Languedoc-Roussillon, e estava fantástico.
Conversa daqui, conversa dali, descobrimos que a cozinheira era uma mulata brasileiríssima.
Depois de caminhar mais um pouco, passando, inclusive, por uma espécie de praça de alimentação lotadíssima, resolvemos seguir em direção à Cadaques.
O dia estava lindo, e nossa expectativa era grande.
Na fronteira com a Espanha tivemos que amargar um baita congestionamento, pois havia uma blitz, com militares armados com metralhadoras e coisa e tal, mas, felizmente, o assunto não era conosco.
Enquanto nos aproximávamos, o visual ia se alterando, pois trata-se de uma espécie de "região dos lagos", onde as pessoas têm casas de veraneio, e o mar está logo ali.
De repente, começamos a subir, e lá do alto, o mar parecia convidar-nos para um encontro, com visuais cada vez mais bonitos, até chegarmos naquela "vila" de casas brancas, onde a mansidão é a tônica.
Fomos dirigindo até encontrarmos um lugar para parar, que, por acaso, pertencia a irmã de Salvador Dali.
Apesar das pedras, deu vontade de por a sunga e mergulhar naquele mar calmíssimo, e transparente, para curtir um pouquinho, mas após algumas informações acabamos indo conhecer a casa de Dali, que ficava no lado oposto ao que estávamos.
E assim fomos, pelas ruelas tortuosas, até alcançarmos a casa.
Você não precisa fazer nada, pois apenas olhar pelo caminho, e continuar observando aquele lugar mágico, luminoso, onde o branco das casas harmoniza perfeitamente com o azul do mar, assim que para, em qualquer lugar por ali, já é uma festa, e uma vitória da beleza, da paz, e da poesia abstrata, cujo significado é diferente para cada um, embora inspire o melhor.
Saímos de Cadaques com a certeza de termos feito algo muito especial, apenas por termos ficado algumas horas por lá.
Próximo destino, o hotel em Barcelona, onde iríamos dormir.
Eu estava no bagaço, mas ainda pensava em fazer alguma coisa naquele sábado à noite em Barcelona, mas a única coisa que conseguimos foi um pouco de sorte para estacionar o carro em frente ao hotel, economizando 15 euros, e encontrar uma panaderia para fazer um lanche antes de dormir, pois, no dia seguinte, estaríamos voltando a explorar Barcelona, mas isso já é uma outra história.
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